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Projeto de lei de José Emanuel tem aprovação de professores O projeto de lei do vereador José Emanuel (PSC) proibindo a utilização de quadros negros que usam giz à base de óxido de cálcio nas salas de aulas das escolas municipais tem o apoio dos professores da rede pública. A coordenadora do Sinpro, Fátima Barcelos, afirma que essa é uma iniciativa muito importante para os professores e que cerca de quatro mil profissionais serão beneficiados com a sua aprovação. “Para se ter idéia da gravidade do problema os professores do estado recebem 20% de adicional por insalubridade pelo contato com o pó de giz”, diz.
Fátima Barcellos ainda informa que os professores têm aposentaria aos 25 anos de trabalho não apenas pelo desgaste emocional, mas também em virtude da exposição continuada ao pó de giz. “Temos colegas que perderam suas impressões digitais, mas o giz ainda pode provocar doenças pulmonares e rinites”, diz.
O projeto de José Emanuel determina que os quadros tradicionais sejam substituídos por equipamentos que cumpram a mesma função e não contenham substâncias alérgicas ou que comprometam a saúde do professor. “Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida no trabalho para os profissionais. Muito deles ficam alérgicos e apresentam problemas respiratórios e dermatológicos”, afirma José Emanuel que aponta como opção o uso de quadro branco (melamínico) com canetas tipo pilots.
A medida proposta pelo vereador já é realidade em diversas cidades do país como Guarulhos no estado de São Paulo, alguns municípios do Mato Grosso e todas as cidades do estado do Rio de Janeiro, onde a substituição é feita de forma gradual.
O médico especialista em alergia e imunologia, Ronaldo Regis Mobius explica, no site educação pública, que reações extremas ao pó de giz são comuns em pessoas já alérgicas a ácaros, poeira, ou que sofrem de renite. Os alunos também estão expostos a reações alérgicas e freqüentemente reclamam de dores de cabeça, náuseas, hemorragia nasal e problemas vocais em conseqüência da exposição diária, daí a importância da aprovação da lei.
A proposta está em tramitação nas comissões técnicas da Câmara. |