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Vicentão quer desfibriladores em eventos “A idéia é prevenir complicações no quadro e até mesmo evitar a morte de um paciente que, numa situação de emergência, precisa ser transportado por uma Unidade de Resgate ou ser atendido fora de um hospital ou unidade hospitalar”. A justificativa é do presidente da Câmara, vereador Vicente de Paula Oliveira (PTB) que tem tramitando projeto de lei instituindo a obrigatoriedade do uso de desfibrilador automático externo (D.A.E) nos locais públicos e em locais privados destinados ao público no município de Juiz de Fora.
De acordo com a matéria, os aparelhos deverão estar à disposição em aeroportos, terminais rodoviários, shopping centers, clubes sociais, estádios e ginásios poliesportivos, bancos, supermercados, UBS, clínicas, casas de shows e espetáculos, instituições de ensino, hotéis, cinemas, Parques de Exposições, além da Prefeitura e da Câmara.
Nesses locais deverão, ainda, ter pessoas treinadas a manusear os equipamentos, enquanto estiver acontecendo o evento. “Para a realização de eventos culturais ou desportivos, os organizadores deverão, junto com o requerimento do alvará, apresentar o comprovante de que tem a sua disposição o desfibrilador automático, sob pena de indeferimento do pedido”, explicou Vicentão.
Os organizadores que no dia do evento não mantiverem o desfibrilador e uma pessoa apta a manuseá-lo, estará sujeito à interrupção do evento no momento em que for detectado pela fiscalização do órgão competente municipal. O descumprimento implicará em advertência, multa de R$ 1.000 em reincidência e cassação do alvará de localização e funcionamento. O valor arrecadado com a aplicação da multa será destinado ao Fundo Municipal de Saúde.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, todos os anos cerca de 500 mil brasileiros morrem de parada cardíaca fora dos hospitais. As chances de sobrevivência de uma pessoa com parada cardíaca extra-hospitalar variam entre 2% a 5%. “As chances podem aumentar, se nos primeiros cinco minutos forem aplicados procedimentos de emergência e ai, entra o papel do desfibrilador, que tem reduzido o número de mortes”, disse o autor do projeto. |