Publicada em: 08/10/2025 - 224 visualizações

Comissão da Mulher - Roda de conversa debate mudanças do climatério

Comissão da Mulher - Roda de conversa debate mudanças do climatério (08/10/2025 00:00:00)
  • Prevenção ao câncer de mama e etarismo também foram abordados e debatidos
 

 

As mudanças e desafios que afetam as mulheres durante o climatério foi tema de uma roda de conversa promovida pela Comissão da Mulher da Câmara Municipal de Juiz de Fora, nesta segunda-feira, 6. O encontro faz parte das ações destinadas à promoção do Outubro Rosa, período de campanha para o incentivo aos cuidados com  a saúde feminina na prevenção ao câncer de mama. Como palestrantes foram convidadas a médica ginecologista, Dra Calina Loures Teixeira; a fisioterapeuta oncológica Claudia Oliveira Gonzalez; a psicóloga Júlia Fantusco; a nutricionista Gabriela Freire e a educadora Kênia Rocha. Também falaram o vereador e médico ginecologista, Dr Marcelo Condé (AVANTE) e a vereadora Laiz Perrut (PT). 


Dr. Marcelo falou sobre os estudos para o envelhecimento feminino com qualidade de vida. “Hoje temos opções de reposição hormonal e previsibilidade de algumas doenças, cujo avanço se dá pela prevenção e exames anuais para o diagnóstico precoce e maiores chances de tratamento”. 


A médica Calina informou que há 30 milhões de mulheres no mundo no climatério. E o número está em ascensão. Segundo ela, isso corresponde a 7 a 10% da população do mundo. “70% desse total terão sintomas de climatério e alteração hormonal. Além disso, é fundamental dizer que entre os 40 e 50 anos as mulheres  entram em crises existencial e emocional que impactam a vida dela e dos familiares”.


Calina fez ainda uma defesa da reposição hormonal e medidas simples, como alimentação correta e atividades físicas, que podem assegurar qualidade de vida e prevenção ao câncer de mama. “Anualmente 70 mil mulheres no Brasil são diagnosticadas com câncer de mama. E os dados estão em ascensão. Os cuidados são imprescindíveis.  80% das mulheres entram na menopausa entre 46 e 48 anos  - uma fase em que estão plenamente produtivas. Por meio de rodas como essa há estratégias de saúde pública para melhorar e diminuir o impacto na qualidade de vida”. 


Para a psicóloga Júlia, “as incertezas que permeiam as muitas etapas da vida das mulheres refletem as pressões e opressões de uma sociedade machista.”  A alimentação foi pontuada pela nutricionista Gabriela Freire como estratégia com acompanhamento para a qualidade de vida. 


Um dos tratamentos poucos conhecidos e acessíveis é a fisioterapia pélvica. Conforme explica a fisioterapeuta oncológica, Gabriela, o tratamento não está acessível no SUS em Juiz de Fora, mas é fundamental para a recuperação no tratamento de câncer. “Há limitações de movimentos que afetam as pacientes oncológicas de diversas maneiras”. 


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