Publicada em: 07/06/2024 - 122 visualizações

Seminário Crise Climática em MG - Especialistas alertam sobre impactos da mudança climática na Zona da Mata

Seminário Crise Climática em MG - Especialistas alertam sobre impactos da mudança climática na Zona da Mata (07/06/2024 00:00:00)
  • Na Zona da Mata, o custo dos eventos extremos gira em torno de 3% do PIB da região
 


A Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) recebeu na sexta-feira, 7, o Seminário Crise Climática em Minas Gerais, sobre os desafios na convivência com a seca e a chuva extrema no estado. No período da tarde, a plenária foi organizada para um diagnóstico regional sobre os impactos da crise climática, conduzido pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), e com a participação da professora Flávia Lúcia Chein Feres, do Departamento de Economia da UFJF, e do professor associado ao Departamento de Biologia da UFJF Nathan Oliveira Barros.


O professor Nathan de Oliveira foi membro do Painel de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) e atualmente pesquisa gases de efeito estufa. Ele iniciou sua participação alertando: “se a gente estivesse na beira da praia, veríamos que está vindo uma onda enorme, acreditem nisso”, enfatizando que os eventos climáticos extremos já observáveis são os sinais dos efeitos das mudanças já presentes e em vias de piorar. “Não estamos mais na fase de mitigação das mudanças, não falamos mais de cortar emissão de gases, agora o termo é emergência climática”. Ele exemplificou citando o problema do período de seca do meio do ano que, há alguns anos, durava 100 dias, e hoje já se estendeu para 110 ou mais.


Também palestrante da tarde, a professora Flávia Feres alertou que a mudança climática não é mais um problema do futuro e os impactos são de diversas ordens, como financeira, psicológica e social. Dados do Banco Mundial mostram os prejuízos totais entre 1995 e 2019 na ordem de R$33 bilhões em virtude de eventos extremos, afetando uma série de setores produtivos na economia. “Das 142 cidades, apenas sete não reportaram algum tipo de ocorrência de desastre natural. O que a estatística mostra é que 95% dos municípios reportaram algum tipo de ocorrência”. Segundo a professora, a maioria dos eventos são meteorológicos, e alguns meses são críticos. De janeiro a abril, o número de ocorrências é maior, e depois, de agosto a dezembro, vem uma segunda onda de ocorrências. “O custo disso gira em torno de 3% do PIB da nossa região, é uma questão de primeira ordem quanto aos impactos econômicos”, alertou. 


O seminário é organizado pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) e outras cidades participam também, como Araçuaí, Itajubá, Governador Valadares, Montes Claros, Uberlândia e Unaí.


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