Publicada em: 18/05/2022 - 75 visualizações

Melhorias para o Cemitério Municipal são debatidas em audiência

Melhorias para o Cemitério Municipal são debatidas em audiência (18/05/2022 00:00:00)
  • O proponente, vereador Pardal, anunciou a possibilidade de emenda parlamentar para aquisição de veículo para traslado de caixão para as partes mais altas do cemitério
 

A situação de acessibilidade para sepultamento do Cemitério Municipal de Juiz de Fora foi debatida em Audiência Pública na tarde desta quarta-feira, 18, na Câmara Municipal. O proponente, Pardal (PSL), apresentou uma opção de conduta ao Executivo, após exibir um vídeo sobre o acesso irregular do equipamento público e a dificuldade no trajeto para realização dos sepultamentos no ponto mais íngreme do local.   

Na abertura da audiência, uma reportagem da JFTV Câmara explicava as dificuldades para chegar até a Quadra K, onde ficam os jazigos de gavetas. O vídeo mostra que o tempo total até o ponto mais alto é de 19 minutos de caminhada para uma pessoa jovem e sem comorbidade. Além disso, no acesso até a quadra há buracos e pedras. Os funcionários alegam ainda que os carrinhos que carregam os caixões precisam de manutenção. 

Como possível solução, o vereador Pardal sugeriu a possibilidade de viabilizar, por meio da Rua Viscondessa Cavalcante, que também dá acesso ao Instituto Médico Legal (IML), um veículo adaptado para levar o caixão até a Quadra K na hora do sepultamento. “Diante do problema o acesso alternativo poderia ser aberto, para que o caixão possa ser transportado de uma forma mais confortável, para os familiares poderem sepultar de forma digna seus entes queridos. Nesse sentido, estamos propondo uma emenda parlamentar para aquisição desse veículo”, disse.

Tanto o diretor do cemitério, Renato Dantas, quanto a subsecretária de Relações Institucionais, Taiandre Nunes, alegaram que a emenda impositiva sugerida por Pardal poderá resolver o problema do acesso pela rua. A representante da Secretaria de Governo Taiandre garantiu que, caso a emenda seja liberada até o final deste ano, é possível realizar a licitação e aquisição do bem pela Prefeitura ainda no primeiro semestre de 2023. 

Entenda o problema do cemitério

Criado em 1864, o Cemitério Municipal é o maior da Zona da Mata mineira, com 114 metros e 21 mil covas, localizado no bairro Poço Rico. O vereador João Vagner Antoniol (PSC) trouxe uma amplo panorama, apresentando uma série de irregularidadesno equipamento. O parlamentar é ex-diretor do Cemitério Municipal e, segundo ele, por se tratar de um direito social, “a Prefeitura subsidia uma parte do enterro e cobra, desde 2008, apenas R$ 49, enquanto outras cidades como Rio e São Paulo, cuja gestão foi privatizada, o custo está mais de R$ 300”.

Antoniol falou das parcerias com as funerárias durante a sua gestão até 2020, da destinação de uma emenda de R$ 40 mil para o cemitério e destacou ainda um diálogo em curso com o Executivo sobre um possível auxílio funeral a ser oferecido às pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Por meio de parcerias com a mão de obra oferecida pela Secretaria Municipal de Obras e o investimento das funerárias, foram quase R$ 10 mil gastos em uma ampla reforma das capelas e dos banheiros. Em 2021 enviamos emenda de R$ 40 mil para reformar o espaço que atende os funcionários do cemitério”, disse.

O presidente da Casa, Juraci Scheffer (PT), lembrou das questões ambientais  e da necessidade de um novo projeto, afinal são mais de 160 anos de existência do cemitério. “A estrutura do equipamento deve ser reformada e necessita de mais investimentos, como um projeto de cemitério vertical em andamento no cemitério de São Pedro. Além de estudos ambientais, pois o problema do chorume é uma problema para os moradores do entorno”, afirmou.

O vereador Zé Márcio Garotinho (PV), presidente da Comissão de Urbanismo, Transporte, Trânsito, Meio Ambiente e Acessibilidade, disse que “esperamos que com a audiência de hoje possamos descobrir alternativas para resolver a acessibilidade do Cemitério Municipal ou até uma opção de projeto de cemitério vertical”. Dr. Antônio Aguiar (DEM) concordou com essa última sugestão da verticalidade e destacou que a discussão é bastante ampla e lembrou da importância das questões ambientais envolvidas. 

Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa


 


©2022. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade