Publicada em: 01/10/2019 - 187 visualizações

Câmara Sênior discute fiscalização em instituições de longa permanência para idosos

Câmara Sênior discute fiscalização em instituições de longa permanência para idosos (01/10/2019 00:00:00)
  • Na tarde desta terça-feira, dia 1º de outubro, dia Internacional da Pessoa Idosa, o Câmara Sênior reuniu os membros para receber a responsável da vigilância sanitária pela fiscalização das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), Luana Rezende Durães. Atualmente, Juiz de...
 

Denúncias devem ser encaminhadas para Vigilância Sanitária ou Centros de Referência Especializada da Assistência Social (CREAS)

Na tarde desta terça-feira, dia 1º de outubro, dia Internacional da Pessoa Idosa, o Câmara Sênior reuniu os membros para receber a responsável da vigilância sanitária pela fiscalização das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), Luana Rezende Durães. Atualmente, Juiz de Fora conta com 23 entidades sob monitoramento da vigilância,  e os membros do projeto do Legislativo questionaram como é feita a fiscalização e se o Executivo tem acompanhado as reais condições em que esses idosos vivem.

Durante a reunião, Luana Durães explicou que a fiscalização da Vigilância Sanitária é feita como parte do trâmite para liberação de alvará anual de funcionamento e também sem aviso prévio, mediante alguma denúncia recebida com relação à infraestrutura das instituições. A responsável técnica explica que a vigilância inspeciona a área física, número de camas, largura das portas e questões de acessibilidade. A fiscalização também confere se o número de funcionários e cuidadores por escala de trabalho está de acordo com o previsto na Resolução 283 de 2005, da Anvisa, que disciplina as regras para o funcionamento dessas entidades.

“A legislação fala da instituição como um todo, olhamos como está sendo distribuída a medicação, se tem cartão de vacinas dos idosos”, exemplificou Luana, dando mais detalhes sobre as regras de funcionamento que precisam ser observadas, como treinamentos para as equipes e os documentos necessários, como inscrição no Conselho Municipal do Idoso, além de atualização dos funcionários com relação às regras. “A legislação fala que os idosos têm graus de dependência, sendo o idoso independente considerado grau 1, o que precisa de auxílio para alguma atividade grau 2 e o idoso acamado grau 3”, explicou.

De acordo com a responsável pela fiscalização, o maior entrave é com relação à escala de trabalho dos cuidadores. É necessário um cuidador a cada 20 idosos de grau 1, um cuidador a cada 10 idosos de grau 2 e 1 cuidador a cada 6 idosos acamados, que são os de grau 3. Algumas famílias contratam cuidadores particulares, mas esses não entram na contagem dos cuidadores que a instituição precisa disponibilizar.  

As ILPIs são estabelecimentos de interesse à saúde e nelas os idosos são residentes, e não são pacientes, como em instituições de saúde, por exemplo hospitais. As instituições de longa permanência não podem obrigar os idosos a fazer nenhum tipo de atividade, e as denúncias com relação ao tratamento que os idosos recebem devem ser encaminhadas para o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS). 

Para denúncias com relação ao funcionamento e à infraestrutura das 23 ILPIs sob monitoramento da vigilância, o endereço é rua Antônio José Martins, 92, Morro da Glória, no prédio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, ou pelo 3690-7472. O Câmara Sênior é formado por 20 idosos e 5 representantes de instituições de atendimento a este público específico, com mandato de 2 anos. Para o biênio de 2018/2019 foram escolhidos os temas sobre a rede sócio-assistencial, legislação nacional e municipal, acessibilidade, fluxo de apuração e encaminhamento de denúncias no município, entre outros.  


Informações: 3313-4734 / 4941 - Assessoria de Imprensa

 

 


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