Brasão de Juiz de Fora CĀMARA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA

Proposição: PLEI - Projeto de Lei
Número: 63/2020  -  Processo: 8744-00 2020

JUSTIFICATIVA

Nascida em Juiz de Fora, a 23 de fevereiro de 1975, filha de Rosenil Mauricio Coelho e Lucia Filipino Coelho, irmã de Emerson Filipino Coelho, professor da UFOP, a professora Fabiana Filipino Coelho passou a primeira infância na região da Rua Oswaldo Aranha. Seu pai descendia de antiga familia que se fixara em Tocantins de Minas, enquanto sua mãe deriva de imigrantes italianos que, no final do século XIX, ja estavam estabelecidos em Juiz de Fora no ramo do comércio e agricultura.

Sempre desejosa de se tornar professora, Fabiana Filipino Coelho estudou desde a primeira infância na rede pública de Juiz de Fora. Seguiu a vida escolar pelo colegio Duque de Caxias, Escola Normal e, no ensino médio, formou-se em Informática no CTU da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.

Efetiva por concurso na Prefeitura de Juiz de Fora desde 2003, Fabiana lecionou em várias outras escolas: Pedro Nagib, Santa Cecília, Dilermando da Cruz Filho, dentre outras. Afinal, reuniu a carga-horária de seu cargo na Escola Municipal Clotilde Peixoto Hargreaves, no bairro do Linhares, a qual chegou a dirigir interinamente. Nos anos que passou na Escola Dilermando da Cruz Filho, Bairro Vila Ideal, trabalhou no turno da noite corn o EJA — Educação de Jovens e Adultos, atividade que muito lhe dava satisfação. Mais tarde, ingressou na docência do Estado de Minas Gerais por concurso, tendo optado por ocupar vaga na Escola Normal — Instituto Estadual de Educação, pelo qual nutria especial carinho desde sua época de aluna na instituição. Vinha em conversações corn o atual diretor, Leonardo Ferreira, para ocupar uma das vice-direções em eleição futura.

Toda a cidade de Juiz de Fora soube, consternada e indignada, que na manhã do dia 20 de novembro de 2019, aos 44 anos de idade, a professora Fabiana Filipino Coelho fora atingida de forma acidental e precipitada, por um projétil em plena Rua Marechal Deodoro, enquanto fazia algumas compras após a manhã letiva na Escola Normal. Naquele dia exato e no anterior, a professora havia coordenado, na Escola Normal, uma oficina artesanal em homenagem ao Dia da Consciência Negra que organizara junto corn a direção e demais docentes.

Cuidada no hospital Albert Sabin com todos os recursos médicos possíveis, não conseguiu se recuperar e faleceu as 22 horas daquele dia, véspera do aniversário de 05 anos de seu filho. Seu corpo repousa no cemitério Parque da Saudade. Em todos os lugares nos quais trabalhou, a professora Fabiana deixou urn legado de dedicação e amor a docência, ciente de que, fora da educação, não há possibilidade de melhoras na sociedade atual. Por isso, constitui-se na esperança de seu esposo, de seu filho, de sua mãe, irmão, avó, sogros, cunhadas, tios, primos, demais familiares e uma grande rede de amigos e colegas, que sua memória não seja esquecida, e na cidade ern que ela nasceu e morreu viva para sempre seu exemplo de educadora, de esposa, mãe, filha e, sobretudo, de cidadã. Um exemplo que certamente não se diluirá na passagem implacável do tempo, mas resistirá e há de inspirar as futuras gerações que se dediquem, na cidade de Juiz de Fora e mesmo no país, a nobre e elevada função de educar. Educar para integrar a sociedade, educar para salvar e implementar na criança, no jovem e no adulto a sua posição de cidadão consciente e protagonista da própria vida.

Por essas razões, dentre outras de fácil compreensão, contamos corn a aprovação do presente projeto de lei pelos Senhores Vereadores, aos quais agradecemos antecipadamente.

Juraci Scheffer

Vereador



[CMJF - Câmara Municipal de Juiz de Fora] [iS@L]