Brasão de Juiz de Fora CĀMARA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA

Proposição: PLEI - Projeto de Lei
Número: 59/2020  -  Processo: 8741-00 2020

JUSTIFICATIVA

Nascido em Juiz de Fora em 05 de dezembro de 1944 no Bairro Benfica, filho de Francisco Teixeira e Luzia Alves Teixeira, sendo o segundo filho de onze irmãos. Oriundo de uma família profundamente católica e atuante na fé, sempre participou da vida da comunidade e da vida religiosa do Bairro Benfica, especialmente na Igreja Matriz Imaculada Conceição, onde foi batizado, fez a primeira eucaristia, foi crismado e ordenado sacerdote. Teve toda a sua formação espiritual e religiosa por meio do seu pároco, Padre José de Irineu da Fonseca, que o revestiu do paramento litúrgico no dia da sua ordenação. Padre José Geraldo dizia que o seu primeiro seminário foi a casa paroquial de Benfica e o seu primeiro formador foi o Padre Irineu. Também nesta Igreja Matriz de Benfica celebrou solenemente seu Jubileu de Prata sacerdotal em 1996, e por ocasião de seu falecimento, veio a ser velado e celebrado suas exéquias até o seu sepultamento ocorrido em 18 de janeiro de 2020.

Foi ordenado sacerdote em 08 de novembro de 1971, pela imposição das mãos de Dom Geraldo Maria de Moraes Penido, Arcebispo da época, em sua comunidade natal, na Matriz da Imaculada Conceição de Benfica, sendo o primeiro padre ordenado como filho de Benfica. Como Sacerdote, iniciou seu ministério na Catedral MetropolitanaSanto Antonio, tendo posteriormente servido como pároco em Juiz de Fora nas seguintes paróquias: Nossa Senhora Aparecida no bairro Linhares; Nossa Senhora de Lourdes em Francisco Bernardino; Nossa Senhora Mãe de Deus no bairro de Lourdes; Nossa Senhora do Perpetuo Socorro no Bairro Monte Castelo; Santa Cruz no Bairro Bandeirantes e Nossa Senhora das Estradas no Bairro Igrejinha. Também serviu nas cidades de Descoberto e São João Nepomuceno, bem como Barroso e Barbacena.

No exercício de um ministério sacerdotal carismático e pastoral, destacou-se por seus excelentes sermões, bem como por suas celebrações dinâmicas e envolventes, oferecendo a todos um momento de oração liturgica profundamente espiritual e transformadora , no que trazia a comunidade e a cada pessoa uma verdadeira paz de espírito e uma excelente catequética.

Era carinhosamente chamado de "padrinho" por muitos, por dais motivos: quando iniciou seu ministério presbiteral, era muito novo e magrinho, no que era chamado de padrinho como se fosse um padre pequenino, miudinho. E porque também tinha um número enorme de afilhados, onde todos, inclusive os paroquianos, também o chamavam de padrinho. Na verdade, todos tinham o Padre Jose Geraldo como um querido pai, um paizinho, razão pela qual a expressão "padrinho" tinha esta referência afetuosa.

Também foi professor, tendo lecionado tanto em escolas ginasiais coma no Seminário Arquidiocesano Santo Antonio, tendo sido integrado por certo tempo ao seu Conselho de Formação.

Na área social destacou-se por meio de diversas ações em defesa da vida e da dignidade humana, em especial no trabalho de reinserção social em favor de mulheres vítimas da prostituição e de abusos sexuais, bem como presidiários e menores infratores, além de ter promovido inúmeras campanhas de ajuda material aos presídios da cidade. Também ajudou a muitas pessoas e jovens, acolhendo muitos deles em sua própria casa.

Outrossim, por seu exemplo e suas virtudes pessoais e sacerdotais, foi assistente espiritual de diversas pessoas e religiosos, sendo muito procurado para confissões, especialmente por seminaristas, no que partilhava sua experiência, seus desafios, sonhos e angústias como presbitero da Igreja. Por suas mãos conduziu e ajudou a muitos jovens seminaristas durante a formação no seminário em vista do sacerdócio, muitos dos quais receberam o sacramento da ordem, entre eles o Padre Geraldo Dondici, Padre Luis Antonio Favero, Padre Carlos Augusto —Povo de Deus e o Padre Alessandro Melo, além de outros padres que servem em outras dioceses como o Padre Fernando e o Padre Vicente, ambos atuando na Bahia.

Como reconhecimento publico dos seus feitos para o bem, a instrução e a santificação do Povo de Deus como presbitero da Igreja, homem religioso e cidadão, recebeu da Câmara Municipal de Juiz de Fora por intermédio dos então Vereadores Biel Rocha e Antonio Almas o Título de Cidadania Benemérita, bem como uma Moção de Aplauso por intermédio do Vereador Juraci Scheffer, sendo este ofertado ha exatos três meses antes do seu falecimento.

Nos úItimos nove meses que antecederam ao seu falecimento, ficou internado na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, dos quais três meses no CTI, sofrendo com diabetes e problemas respiratorios. Nas duas últimas semanas de vida foi acometido de uma infecção generalizada, no que, não resistindo, veio a falecer no dia 17 de janeiro de 2020. Fez desse periodo hospitalar um verdadeiro retiro espiritual, onde buscou, especialmente por meio da oração e dos sacramentos, preparar o seu caminho para ser gestado definitivamente para a plenitude da vida eterna nos céus.

Padre Jose Geraldo Teixeira deixa um legado e um exemplo de amor a Deus, amor à Igreja e amor ao próximo por meio de um sacerdócio fiel, coerente e dedicado, tendo sofrido ate as últimas consequências por amor a Jesus Cristo, ao Povo de Deus e ao ministério presbiteral. Deixa de modo especial e carinhoso, além da amizade e do carinho de fieis, amigos, familiares, afilhados e clérigos, seu amado netinho do coração, Henrique Tricoti Fraga, a quem amava com todo afeto, e que, durante toda a convivência de ambos, trouxe-lhe muitas alegrias até o fim de sua vida.

Por Essas razoes, dentre outras de fácil compreensão, contamos com a aprovação do presente projeto de lei pelos Senhores Vereadores, aos quais agradecemos antecipadamente.

 



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