Brasão de Juiz de Fora CĀMARA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA

Proposição: PLEI - Projeto de Lei
Número: 104/2019  -  Processo: 8439-00 2019

JUSTIFICATIVA

 Sandra Portela juizforana, mineira, que carrega o nome de urna escola de samba na carreira, traz o ritmo do berço. Influenciada pela mãe, Lecy do Samba, e pelo pai Valdir Delgado (Guida Tirote), trouxe os caminhos percorridos pelos dois no mundo do samba.

Sandra foi criada ouvindo e vivendo o mundo de escolas de samba. Sua mãe era compositora, apaixonada pela Juventude Imperial e cantava clássicos de Clara Nunes. Foi levada mãe o mundo do samba. Clara Nunes se tornou uma paixão na sua vida e uma das grandes influências. Seu pai era um dos compositores da Imperatriz Leopoldinense nos anos 50, mostrando que o samba veio de berço."

Apesar das influências familiares, a carreira de Sandra começou por acaso. Quando ainda trabalhava como caixa em um supermercado de Juiz de Fora a sambista tinha o costume de cantar no vestiário e foi notada por Joel Oliveira, grande incentivador do início de carreira. Começou a fazer shows em Santos Dumont, em Juiz de Fora e gravou um CD de Música Popular Brasileira (MPB) com Fabrício Andrade."

Depois disso, Sandra percorreu bandas de MPB, de música Cowntry, até chegar ao grupo Angu de Caroço. No entanto, o convite para trabalhar em um projeto de samba com Flavinho da Juventude em urna casa noturna de Juiz de Fora e a carreira solo de sambista fizeram com que eia tomasse a decisão de deixar o grupo.

Se a relação com o samba é total. Vive do samba e busca conhecê-lo cada vez mais.

Dentro do samba, a cantora espelhou-se em nomes como Clara Nunes, Alcione, Elsa Soares, Paulinho da Vila e Zeca Pagodinho. Apesar de o pai ter sido compositor da Imperatriz Leopoldinense e a mãe apaixonada pela Juventude Imperial, Sandra carrega o nome da Portela, a escolha também foi por acaso, quando ainda trabalhava em supermercado. Uma amiga, que era portelense, sempre provocava Sandra gritando o nome da escola e, ao longo do tempo, ps amigos de trabalho já estavam a chamando de Portela.

Era 2015, gravou uma das faixas do CD "Sambas para a Mangueira", produzido pelo Centro Cultural Cartola, em homenagem a Mangueira, ao lado de grandes nomes do samba, como Acione, Beth Carvalho, Matinho da Vila, Monarca, entre muitos outros, CD esse lançado pela Gravadora Biscoito Fino. O referido CD foi indicado para o prêmio da Música Brasileira. Em maio de 2016 foi uma das cantoras escolhidas para homenagear os 100 anos do samba e o aniversário do saudoso Clube do Samba, se apresentando juntamente com Martinho da Vila, Diogo Nogueira e Dudu Nobre. Em janeiro 2017 foi convidada para abrir a cerimônia de posse da Secretária de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, Nilcemar Nogueira, neta de Cartola a e Dona Zica, no Teatro Carlos interpretaria Sala de Recepção.

Em dezembro de 2017  lançou o CD 'Banho de Fé' pelo Selo Mlns, coro produção musical e arranjos do maestro RiIdo Hora, com as participações de Martinho da Vila e Moacyr Luz, estando em todas as plataformas digitais, tendo sindo indicada para o Prêmio da

Música Brasileira, na categoria melhor cantora de samba. Nesse ano de 2018 já dividiu o palco com artistas do quilate de Rildo Hora,

Moacyr Luz, Sandra de Sá e Milton Cunha.

Palácio Barbosa Lima, 29 de maio de 2019.

Wanderson Castelar Gonçalves

Vereador



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