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CĀMARA MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA |
| Proposição: | PLEI - Projeto de Lei Número: 22/2014 - Processo: 7106-00 2014 |
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| JUSTIFICATIVA | |
| Nívea Bracher nasceu em Belo Horizonte no ano de 1939, filha de Waldemar e Hemengarda Bracher. Veio com sua família residir em Juiz de Fora no ano de 1940,
Com seus irmãos Délcio, Celina e Carlos Bracher participou ativamente da SBAAP - Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, da qual foi primeira secretária em 1962. Foram esses e outros nomes que deram vida e lutaram pela sobrevivência da Capela Galeria de Arte, antiga capela do Colégio Stella Matutina, e foram às ruas para provar o amor à cultura local, reivindicando a transformação da antiga fábrica de tec-idos de Bernardo Mascarenhas em centro cultural, na campanha "Mascarenhas, meu amor!".
Participou do grupo da nova geração de pintores ligado à modernização das artes plásticas em Juiz de Fora e cursou a Faculdade de Filosofia e Letras (F AFILE), onde concluiu o curso de História, tendo oportunidade de crescimento cultural, o que já era uma preocupação em sua família de artistas.
Dentre os pintores da Parreiras com os quais mais se identificava, cita Roberto Gil e Mário Paulo Tasca, além dos de sua geração corpo, por exemplo, Wandir Ramos, Dnar Rocha e Roberto Vieira.
Sua premiação no salão oficial municipal foi à seguinte: Prêmio Murilo Tergolino (1958), Medalha de Bronze (1959), 4° Prêmio Municipal (1962); Grande Prêmio Antônio Parreiras (1963) e Medalha de Bronze (1964), com retrato do pintor Roberto Gil.
Em Belo Horizonte, na década de 60, criou, com outros artistas, dentre os quais Roberto Vieira, o Grupo Oficina.
Retomando a Juiz de Fora foi fundadora, juntamente com seus familiares, da primeira galeria de arte de Juiz de Fora, a Galeria de Arte Celina, emmemória de sua irmã.
Considerada uma das maiores artistas de Juiz de Fora, é conhecida, principalmente, por seus retratos.
Nívea também foi uma das personagens principais na batalha pelo tombamento do Palácio Episcopal, conhecido corrio Casa do Bispo. Dona de uma voz doce, daquelas que refletem constantes sorrisos, Nívea Bracher colecionava uma cidade construída com arte.
Faleceu no dia 09 de dezembro de' 2013, aos,74 anos, deixando seu legado etemizado no cenário artístico de nossa cidade.
Mediante o exposto, visto sua imensa contribuição no prisma cultural de Juiz de Fora, proponho este Projeto para que possa homenagear uma importante figura da arte local na segunda metade do século XX.
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