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20/07/2021

Câmara participa do anúncio de retomada das obras do Hospital Regional em desdobramento da Audiência Pública sobre o tema

Anúncio pode ser considerado um dos desdobramentos da Audiência Pública sobre o tema realizada há 20 dias no Plenário da Casa; acordo firmado entre a Vale o governo de Minas garante recursos financeiros para a conclusão da obra, iniciada ainda em 2010; o presidente Juraci Scheffer participou do anúncio

Na última quinta-feira, 15, o Governo de Minas anunciou a retomada das obras do Hospital Regional durante uma visita do governador Romeu Zema (NOVO) a Juiz de Fora. Estiveram presentes na ocasião do anúncio o presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), Juraci Scheffer (PT), a prefeita Margarida Salomão (PT), e os secretário de Estado Saúde, Fábio Baccheretti. No mês de junho, a CMJF havia realizado uma reunião pública para debater esse tema que preocupa há anos os juiz-foranos e mineiros da Zona da Mata e Vertentes, com a presença de 200 participantes, entre deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores pedindo a retomada das obras. 

O presidente Juraci Scheffer destacou que a Casa teve um papel significativo nas negociações para essa retomada nas obras. “Sendo Juiz de Fora o maior município da região, trouxemos a discussão para a Câmara, que representa uma ‘Assembleia de Minas da Zona da Mata’. No dia 23 de junho, fizemos uma grande reunião ao lado dos deputados, prefeitos, vereadores e gestores de saúde, convidamos o secretário de Estado para a discussão. A pior obra é aquela que nunca termina. Nosso grito regional de que precisamos da conclusão do Hospital Regional de Juiz de Fora e de uma previsão de custeio foi ouvido”. Juraci apontou ainda a importância do trabalho conjunto com a Superintendência Regional de Saúde (SRS-JF) representada por Gilson Lopes Soares e Chamel José Akl.

Em outros dois encontros, realizados no início do ano, nos meses de fevereiro e março, a Câmara recebeu, respectivamente, secretários de saúde e vereadores de mais de 60 cidades no entorno de Juiz de Fora. Naquele momento, que antecedeu a chamada “segunda onda” da COVID-19, os representantes municipais já apontavam a necessidade de mais leitos, de ações coordenadas de saúde e a retomada das obras do Hospital Regional de Juiz de Fora.

Câmara acompanha o caso enquanto ALMG homologa acordo com a Vale

Em uma visita à estrutura do Hospital Regional em meados de 2019, a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) estimou que seriam necessários cerca de R$ 70 milhões para a conclusão das obras, mais R$ 45 milhões para aquisição de equipamentos, além de aproximadamente R$ 35 milhões por mês para o custeio do equipamento público, que ocupa um espaço de cerca de 23 mil metros quadrados. Sobre o custeio, que é um dos grandes desafios, a expectativa do governo do estado é liberar um processo de licitação para a gestão do hospital, conforme relatou o secretário estadual de saúde Fábio Baccheretti, em audiência na Câmara.

Na última quarta-feira, 14, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou um projeto de lei que libera R$ 11 bilhões provenientes do acordo firmado entre a mineradora Vale e o governo de Minas, como reparação ao povo mineiro pela tragédia de Brumadinho.

O valor liberado representa cerca de 30% do montante de R$ 37,68 bilhões do acordo firmado entre as partes, que foi homologado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em fevereiro. O governo do estado vai utilizar parte desse recurso para concluir as obras do Hospital Regional em Juiz de Fora, um investimento estimado em R$ 167 milhões.

O Hospital Regional de Juiz de Fora

A unidade hospitalar de 23 mil metros quadrados será referência para o atendimento de média e alta complexidade a uma população estimada em 2 milhões de pessoas, considerando os 94 municípios que compõem a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) na região. Para a retomada das obras iniciadas em 2010, a PJF acordou com o governo do estado a cessão do prédio, que passará do patrimônio municipal ao estadual como pagamento de um débito no valor de R$ 116 milhões da PJF com o estado. No lançamento, a prefeita considerou que “uma forma de nós resolvermos o problema e garantirmos a retomada daquela obra, que interessa à cidade e região, é exatamente darmos o terreno com as benfeitorias que ele hoje contém, você tem uma obra incompleta, mas tem alguma coisa construída, então nós daríamos o terreno com as benfeitorias como quitação dessa dívida, e o estado assume a obra e a completa”.

 

Mais informações: 3313-4734 - Assessoria de Imprensa

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