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26/02/2021

Encontros de Comunicação CMJF - Servidores participam de palestras sobre inclusão e acessibilidade na segunda edição

As experiências do Programa Domingo no Campus que estimulou o acesso ao campus da UFJF a moradores das comunidades do entorno e usos corretos de ferramentas de acessibilidade foram alguns dos pontos debatidos. A audiodescrição será implementada nas transmissões da Câmara em breve

Em consonância com as mudanças recentes de práticas de inclusão e acessibilidade na Câmara de Juiz de Fora (CMJF), a Superintendência de Comunicação da promoveu nesta quinta-feira, 25, o 2º evento da série Encontros de Comunicação com as palestras dos jornalistas e professores Márcio de Oliveira Guerra e Kelly Scoralick. O evento é destinado aos servidores do Legislativo, de forma remota para garantir o distanciamento social. O vereador e presidente da Casa, Juraci Scheffer (PT), encerrou o evento, ressaltando o foco na inclusão no Legislativo e os trabalhos para o início das transmissões com audiodescrição no próximo mês. 

Apresentando o que considera um dos maiores feitos da Imagem Institucional da UFJF, Márcio Guerra apresentou a realidade de vandalismo nas áreas do campus e a solução passou por compreender os atos como retrato do afastamento e da falta de pertencimento da comunidade aos espaços públicos do campus. Com situações concretas sobre a experiência do Programa Domingo no Campus, realizado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Márcio Guerra apresentou como o setor de Imagem Institucional da universidade reverteu ações de depredação da área do campus. Márcio relatou que a primeira observação para a criação do Domingo no Campus foi o sentimento de pertencimento ao espaço da universidade. “Um convite para a apropriação de um espaço que não era apenas de estudantes e professores e funcionários, mas um oferecimento de lazer, cultura, sonho e oportunidade às comunidades do entorno”. 

O projeto conta com parcerias dos cursos de letras, pedagogia, enfermagem, educação física, economia e matemática com educação financeira, assistentes sociais e equipes médicas. Márcio lembrou que em curto espaço de tempo houve uma redução drástica da depredação do Campus. “A acessibilidade ao sonho é algo absolutamente importante e complementa a acessibilidade material”. Com as mudanças na gestão da universidade, o projeto ficou interrompido por dez anos e retornou com uma nova edição em 2018, em processo de reconstrução da relação com a comunidade depois de anos impedimento do uso da Praça Cívica para eventos voltados à comunidade. 

Com a palestra intitulada “Comunicação acessível para quem?”, a professora Kelly Scoralick iniciou a palestra contando a experiência pessoal de ter um professor com deficiência visual e o erro em duvidar da capacidade do professor. O desconhecimento das potencialidades das pessoas com deficiência e a realidade social foi o estopim para que a então estudante se interessasse pela acessibilidade, que virou objeto de pesquisa no doutorado. Alguns pontos de destaque apontados pela professora começaram pelos rótulos e conceitos de uso de senso comum que normalizam preconceitos, muitas vezes desconhecidos, pelos  profissionais da comunicação. Um desses problemas é o uso da expressão “pessoa deficiente”. “Não existe pessoa deficiente, mas uma pessoa com deficiência. Assim como um espaço que não tem acessibilidade é o espaço deficiente e não a pessoa”. E isso, para ela, precisa ser pensado pela acessibilidade comunicacional para evitar as barreiras que surgem pela falta de compreensão da realidade dessas pessoas. 

Com o papel da comunicação para a garantia da acessibilidade, Kelly destacou como fundamental a compreensão de que o direito à informação garante o direito à cidadania - que estabelece direitos e deveres. “E como os trabalhos da Câmara refletem na vida das pessoas que têm alguma deficiência? O que impede que a informação chegue de forma completa às pessoas?” Com essas perguntas, a pesquisadora apontou aos profissionais do Poder Legislativo que a cidadania não é um direito construído sozinho, mas coletivamente. “Comunicação como uma porta de acesso a outros direitos de forma plural e diversa”, explicou. A realidade do país para promover a acessibilidade é recente. De acordo com os dados apresentados por Kelly, no Brasil, apenas no ano 2000 foram iniciadas as discussões sobre os direitos das pessoas com deficiência (como semáforos, interpretação em Libras e acessibilidade em Braille), e apenas em 2015 foi efetivado o acesso à interpretação em Libras, por exemplo. Além disso, há 19% de pessoas no país com algum tipo de deficiência e, a maior parte delas, com deficiência visual. 

 

Mais informações: 3313-4734/ 4941 - Assessoria de Imprensa

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