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05/09/2019

Vereadores cobram a retomada do atendimento de urgência e emergência no Hospital João Penido

O Hospital é referência para a Zona Nordeste e atende a população de 43 cidades do entorno de Juiz de Fora 

 

A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que discutiu a suspensão dos atendimentos de urgência e emergência no Hospital João Penido, contou com a presença da vereadora Ana do Pde. Frederico (MDB) e dos vereadores Júlio Obama Jr. (PHS), Kennedy Ribeiro (MDB), Marlon Siqueira (MDB), Sargento Mello Casal (PTB) e Vagner de Oliveira (PSC), além dos moradores da Zona Nordeste de Juiz de Fora. A audiência foi realizada pela Comissão de Saúde da ALMG, a pedido do deputado estadual Betão (PT).

O Hospital, que fica no bairro Grama, é referência para cerca de 70 mil pessoas. Os atendimentos de urgência e emergência foram suspensos em 2014, diante da alegação de que seriam necessárias reformas. No entanto, mesmo com as obras concluídas, o serviço não foi retomado. A vereadora Ana do Pde. Frederico questionou a não reabertura dos atendimentos de urgência. “Fizemos vários protestos contra o fechamento, mas não conseguimos evitar. Fomos enganados. A administração da época disse que seria apenas uma pequena reforma”, reclamou.

Além de afetar os 28 bairros da região Nordeste, a ausência do serviço de emergência do Hospital João Penido atinge a população de 43 cidades vizinhas que dependem do hospital. A  falta de atendimento reflete também na superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPA). “A região não tem um atendimento de urgência e emergência, então eles precisam se deslocar até uma UPA - a da Zona Norte, a de São Pedro ou a de Santa Luzia para receber o atendimento”, destacou o vereador Mello Casal. 

O diretor do Hospital, Daniel Ortiz Miotto, disse que o serviço foi desativado porque não foi inserido na rede de urgência e emergência da cidade. "A gestão nesse caso é de responsabilidade da prefeitura, prestamos deste serviço para o município. O hospital está disposto a ajudar a população, mas não podemos reabrir o serviço por contra própria", disse o diretor. 

Necessidade de acordo entre Estado, Fhemig e Prefeitura 

O hospital pertence à Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), que é vinculada à Secretaria Estadual de Saúde. A Fundação não chegou a um consenso com a Prefeitura de Juiz de Fora em negociação sobre o financiamento dos atendimento de emergência. De acordo com o vereador Marlon Siqueira, a questão é o custeio. “O Governo do Estado e a direção do hospital precisam sentar com a Prefeitura, que já fez mais de uma proposta, e definir como será o modelo de financiamento", afirmou.

Marlon ressaltou que a Prefeitura já ofereceu R$ 150 mil por mês à Fhemig para o hospital retomar os atendimentos de pediatria, cardiologia e obstetrícia. “A Fhemig pediu um milhão de reais por mês, mas isso não temos condições de oferecer. Pedimos uma contraproposta, e eles não mandaram”, disse o vereador. 

O vereador Júlio Obama Jr. (PHS) avalia que a audiência na Assembleia “foi importante porque tirou o assunto do lugar, estava parado. O fórum correto para se discutir a reabertura do atendimento de porta do João Penido é em BH mesmo. A Fhemig e a Prefeitura precisam se entender logo”, finalizou. Já o vereador Kennedy Ribeiro solicitou que o governador do estado, Romeu Zema (Novo), cobrasse ação do secretário de saúde de Minas Gerais. “O Hospital João Penido tem 1.200 funcionários e tem estrutura para atender a população. O Hospital atende mais de um milhão e meio de pessoas, então eu peço ao governador para que olhe pela população da Zona Nordeste de Juiz de Fora”, argumentou. 

Na audiência pública, os deputados estaduais Betão e Doutor Wilson Batista (PSD) se comprometeram a discutir a questão junto com a Secretaria de Estado da Saúde, além de debater o assunto com a Prefeitura de Juiz de Fora com o intuito de que o serviço de urgência e emergência seja retomado no Hospital Dr. João Penido.  

Comissão Especial do Hospital João Penido 

O vereador Sargento Mello Casal ressaltou que a audiência na ALMG é consequência da luta dos moradores e dos vereadores, que há 3 anos, fizeram uma audiência pública na Câmara Municipal. “Em 2017, eu e o vereador Marlon realizamos uma audiência sobre o assunto. Em seguida, criamos uma Comissão Especial para cobrar a solução e, infelizmente, não tivemos retorno, então é importante que os deputados também comecem a cobrar”, enfatizou. Desde 2017, a Casa possui a Comissão Especial Doutor João Penido, presidida por Mello e composta também pelos vereadores Júlio Obama Jr, Marlon Siqueira e Vagner de Oliveira. 

O vereador Vagner de Oliveira observa que uma possível solução para os moradores da região seria avançar nos projetos para estender o horário de atendimentos das Unidades Básicas de Saúde (UBS), recebendo verbas do Governo Federal. As UBS atualmente funcionam das 8h às 17h. 

Com relação ao atendimento no hospital, Vagner lembra que há infraestrutura. “Falam muito no financeiro, mas vemos que a mão de obra o hospital tem, então acho que a Prefeitura junto com a fundação, precisam afinar mais para atingir esse objetivo para os moradores da região” lembrando também que o fato de os usuários precisarem atravessar a cidade para um atendimento ambulatorial prejudica o trânsito, ou seja, reflete na mobilidade urbana. 


 

Informações: 3313-4734 / 4941 - Assessoria de Imprensa



 

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